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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Análise de Tomada de Decisão – Parte 4

Uma parte importante da análise de tomada de decisão é o planejamento de cenários. A importância se dá pela necessidade de que seu modelo de decisão possa ser ajustado para as diversas situações que possam vir pela frente.

Essa parte também é uma das mais traiçoeiras, pois pessoas experientes tendem a acertar com freqüência cenários que introduzam pequenas variações na forma de tocar o negócio, mas também tendem a errar feio quando não é levado em consideração cenários de ruptura extrema ao modelo de negócio na qual a análise está sendo feita. Um artigo que li dizia: “quanto mais experiente uma pessoa for: 1) melhor ela será em defender seus pontos de vista; 2) mais freqüentemente ela será traída pelos pensamentos da sua própria experiência”.

Existem diversos exemplos de palpites, no mínimo, bizarros, hehehehe. Aí vão algumas das que achei mais “legais”:
- “Máquinas voadoras mais pesadas que o ar são impossíveis!” (Lord Kelvin, Matemático e Físico, 1895)
- “Tudo que pode ser inventado já foi inventado.” (Charles H. Duell, Comissário do Escritório de Patentes dos EUA, 1899)
- “Muito interessante, Whittle, meu garoto, mas isso nunca irá funcionar.” (Prof. De Engenharia Aeronáutica, Cambridge para Sir Frank Whittle, inventor da turbina de avião, 1930)
E a melhor: “Eu acho que o mercado mundial é de aproximadamente 5 computadores” (Thomas Watson, Chairman, IBM, 1943)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Análise de Tomada de Decisão – Parte 3

Recebemos hoje do professor o escopo do trabalho que devemos entregar como nossa avaliação. O problema é bem amplo e se possível gostaria que alguém desse uma idéia. Bem, o trabalho é o seguinte: meu diretor não gostou muito da análise de decisão que eu fiz e pediu que eu voltasse com mais informações, análises mais aprofundadas para daí a decisão ser tomada. O trabalho pede que nós tenhamos uma análise bem crítica e sensitiva quanto à complexidade do projeto.

O único problema (eu acho que você já deve estar se perguntando) é o seguinte: o projeto a ser resolvido não foi dado! É nosso problema também a proposta de um caso que seja complexo o suficiente para uma análise legal. Não precisa ser nenhum bicho de 7 cabeças, mas é importante que o problema possa criar várias decisões distintas uma das outras. Eu já tenho algumas coisas na cabeça que vou discutir melhor amanhã com o professor sobre o escopo das minhas idéias. Mas manda suas idéias pra mim também! Acho que tem muita coisa solta por aí que não tenho a mínima idéia de como começar, mas que seria um excelente desafio!

Análise de Tomada de Decisão – Parte 2

Chegamos à metade da semana, assim como chegamos à metade do curso de análise de decisões. Ao longo da semana, estudamos diversos casos interessantes. O caso mais desafiador foi um que pedia a análise da decisão pelo desenvolvimento ou não de um novo produto. Como variáveis para a análise tínhamos incertezas nas perspectivas de vendas, incertezas quanto ao local de fabricação do novo produto, além de também não termos idéia se os testes de desenvolvimento iam dar certo e se precisaríamos postergar em 1 ano o início da produção.

A técnica mencionada anteriormente (SMART) não funciona para a análise que precisamos fazer nesse caso precisamos usar o conceito de Árvore de Decisão. Não vou entrar na questão de como usar essa ferramenta, pois ela em si, é bastante simples. A questão está nos números que você está utilizando pra representar o seu modelo de decisão, assim como a análise posterior que deverá ser feita pra melhor entender o processo decisório.

As incertezas sobre a ocorrência ou não de determinados eventos é representada pela probabilidade dela ocorrer na(s) situação(ões) que você esteja analisando. A grande questão nesse caso é determinar um número que represente da melhor forma possível a probabilidade de determinado evento ocorrer. O que na maioria das vezes se percebe, assim como podemos exercitar hoje das mais diversas formas, é que nós tendemos julgar mal, mas muito mal mesmo, a probabilidade de algo estar certo ou não. Geralmente somos confiantes demais sobre aquilo que supomos ter conhecimento e experiência. Isso leva a usar números ou muito otimistas ou muito pessimistas o que no final leva a uma decisão não tão boa.

Por outro lado, o curso não quer formar pessoas que sejam verdadeiras Mãe Dinah’s na arte de prever a ocorrência de um evento, mas sim que sejamos bons em analisar um problema, entender quanto nossa decisão é sensível às diferentes variáveis do problema, tornando nossa intuição sobre o problema mais embasada em fatos. No final das contas, a intuição é quem manda, mas ela estará muito mais refinada e robusta.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Análise de Tomada de Decisão – Parte 1

Hoje começou a primeira matéria de fato. Como o título desse post já entrega, trata-se de um curso pra desenvolvermos a capacidade de análise para tomadas de decisão. Isso não quer dizer que tornaremos a partir de agora qualquer tomada de decisão em algo fácil, muito menos que ela será sempre precisa e acertada. O segredo aqui será aprender o que faz o processo de tomada de decisão algo tão importante e principalmente como entender os atributos, incertezas e riscos que fazem cada evento desse tipo em algo único.

Depois de alguns conceitos básicos, já fomos jogados na fogueira. Foram formados vários grupos com o objetivo de definirmos o melhor laptop entre cerca de 100 modelos e marcas diferentes para um dos integrantes do grupo. A técnica utilizada é conhecida como SMART (Simple, Multi, Attribute, Rating, Technique), sendo o processo dividido em 8 etapas: 1) identificar quem decide e qual a intuição dele sobre o assunto (no nosso caso, uma canadense foi designada pelo professor como a quem mandava na parada); 2) identificar alternativas para a decisão intuída; 3) identificar quais atributos são relevantes para a solução do problema; 4) designar valores que meçam a performance de cada alternativa em cada atributo; 5) determinar um peso para cada atributo; 6) tomar um média ponderada dos valores de cada alternativa; 7) tomar uma decisão provisória; 8) realizar um análise sensitiva e entender como cada atributo afeta o resultado final.

Parece fácil, mas não é. Na prática, levamos das 4hs da tarde até as 8hs da noite pra realizar o processo completo. Além do trabalho de análise que é não é pequeno, esse modelo de análise não leva em consideração incertezas, riscos e outros detalhes que uma análise mais complexa terá que levar em consideração. Por outro lado, a técnica pode ser facilmente aplicada para escolhas mais previsíveis, mas não tão simples como comprar um carro ou uma casa nova, por exemplo.