segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Estudo de Caso – Parte Final
O instrutor veio com essa pergunta e logo houveram pessoas levantando a mão e dando seu palpite. Uns disseram que pegariam a população da Inglaterra, dividiria por 2, gerando o número de mulheres, daí jogava o número de casamentos previstos, e, depois de uma série de julgamentos, chegava-se ao número de vestido de casamento vendidos.
Tiveram algumas variações em torno dessa mesma linha de raciocínio, mas ninguém fez a pergunta básica: quem disse que a pergunta se limitava a apenas aos vestidos de noiva? Vestido de madrinha e de dama de honra não são também vestidos de casamento? E quem falou que foram vestidos vendidos em lojas apenas? Não poderiam se considerar também os vestidos vendidos no atacado? E os vestidos usados?
O que esse exercício queria despertar na turma é justamente a capacidade de analisar o problema sob todos os pontos de vistas que o problema lhe permite ser analisado, evitando o que normalmente acontece: presumimos certas coisas quando deparados com determinado problema, sem saber que aquilo limitará absurdamente nossa capacidade de análise.
Ah, e o número de vestidos de casamento vendidos na Inglaterra em 1 ano? Sei não...
sábado, 20 de setembro de 2008
Estudo de Caso – Parte 1
O que tive por enquanto foi apenas um workshop, mas que me impressionou bastante, pois conseguimos aplicar algumas técnicas para resolução desse tipo de problema em 2 casos distintos.
Pra ficar legal, gostaria de propor o seguinte problema pra ser resolvido agora: quantos vestidos de casamento são vendidos na Inglaterra por ano? Qual seria sua linha pensamento pra resolver esse problema na hora, sem acesso a nada?
Simulation
O que percebemos era que cada um possuía metas que conflitavam um com os outros. Além disso, cada um, por ter especialidades distintas, recebia informações complementares para o sucesso da escalada. Com isso, um grupo sem muita interação, fatalmente seria resgatado ao longo da escalada por ter errado sua estratégia por falta de informação. Como a simulação permitia que cada um tomasse uma decisão isolada do restante do grupo, havia a possibilidade de uma pessoa tomasse uma decisão puramente baseada nos seus objetivos individuais.
No final, a atividade se mostrou muito legal! Pudemos aplicar com bastante intensidade a comunicação entre os integrantes da equipe, o uso correto das diversas habilidades presentes no grupo, assim como a de tomada de decisão com informações nem sempre precisas e com tempo limitado. Ah, já ia esquecendo: acabei sendo resgatado na última etapa junto com o ambientalista. Com isso minha equipe atingiu um total de 61% dos pontos possíveis (máx. pontuação obtida por outra equipe: 85%, mín.: 37%).
Team Building – Parte Final
A maioria das equipes têm 4 pessoas, mas 3 equipes, incluindo a minha, têm apenas 3. Será que ter menos pessoas é uma vantagem? Já passei por muitas situações onde se houvesse mais de 3 pessoas fazendo aquilo, o projeto iria pro brejo, mas também já houve diversas oportunidades onde ter o maior número de pessoas, realmente fazia a diferença.
O desafio agora é juntar os interesses de cada um para definição do projeto social e do projeto de conclusão do curso. Com tanta diversidade reunida, creio que teremos muitos projetos legais.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Team Building - Parte 2
As atividades de hoje foram muito legais! Nunca havia feito antes um trabalho de montagem de equipes tão eficiente. Através de pequenas sessões ao longo do dia, conseguimos finalizá-lo com uma das atividades mais interessantes que eu já vi quando se tenta demonstrar a importância de pensar “fora da caixa”.
Ao longo do dia inteiro fomos bombardeados por apresentações e pequenas dinâmicas que pediam para interagirmos um com o outro. Não foi fácil fazer isso, pois éramos um grupo de 8 pessoas, sendo eu, uma chinesa, uma russa, dois indianos (mas de partes diferentes da Índia), um canadense, um alemão-indiano e um alemão-puro-sangue.
Por fim, a atividade que mencionei acima. A atividade era descrita exatamente da seguinte forma: “Place in the table as many as possible four letter words using the given puzzle.” O tal quebra-cabeça era aqueles joguinhos de formar palavras num tabuleiro, sendo cada peça uma letra. Cada grupo tinha 100 peças. Quem fizesse mais palavras em 1 minuto, ganhava!
Após a primeira rodada, um grupo conseguiu formar 17 palavras e meu grupo, último, apenas 9. Foi feito uma nova rodada, agora com 3 minutos de organização e objetivo de melhorar a performance anterior em 50%. Pensamos que ia ser fácil, de fato foi, e conseguimos duplicar! Fizemos 18, mas um outro grupo fez 24! Mais uma rodada e a meta era superar em 100% a performance anterior! Nessa hora o pessoal começou a se aterrorizar, mas ainda era algo possível de ser feito. Conseguimos só 19 palavras, enquanto outro grupo conseguiu 25.
Quando achávamos que já havia acabado, veio o grande desafio: melhorar a performance anterior em 1000%!!! Isso mesmo, MIL %!!! Nessa hora todo mundo começou a se perguntar o que fazer para superar isso, ainda mais com os instrutores dizendo que era algo possível de ser feito! Uma vez alguém disse (eu acho que foi o Henry Ford) que o homem não sabendo que era impossível, foi lá e fez. Essa frase se aplica perfeitamente nessa situação, pois nesse momento começamos a pensar em como superar aquele desafio e sabíamos que se continuássemos pensando da mesma forma, obteríamos o mesmo resultado. Resultado: meu grupo formou 120 palavras, um outro grupo formou 121 palavras, o grupo que continuou pensando igual conseguiu 30, e por fim teve o grupo campeão que formou 416 palavras.
A pergunta que deixo é: como alguém pode formar 416 palavras com 100 peças?
