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sábado, 20 de setembro de 2008

Team Building – Parte Final

Saiu o resultado final da atividade de Team Building que fizemos durante 2 dias. Fui colocado numa equipe lado-a-lado com um indiano e uma alemã. Ele, engenheiro mecânico, 3 anos mais novo do que eu, ela, economista, 2 anos mais velha. Ele escolheu ficar aqui na Alemanha o curso inteiro, assim como eu. Já ela, não faço a mínima idéia de quem seja, pois ela escolheu passar 6 meses em outras escolas parceiras aqui na Europa em intercâmbio. No final, todas as equipes realmente ficaram muito heterogêneas.

A maioria das equipes têm 4 pessoas, mas 3 equipes, incluindo a minha, têm apenas 3. Será que ter menos pessoas é uma vantagem? Já passei por muitas situações onde se houvesse mais de 3 pessoas fazendo aquilo, o projeto iria pro brejo, mas também já houve diversas oportunidades onde ter o maior número de pessoas, realmente fazia a diferença.

O desafio agora é juntar os interesses de cada um para definição do projeto social e do projeto de conclusão do curso. Com tanta diversidade reunida, creio que teremos muitos projetos legais.

PS- E aí, descobriram qual a pegadinha do problema das palavras? Bem, o enunciado do problema não pedia que a palavra fosse em inglês, muito menos que fizesse sentido e menos ainda que estivesse em linha reta, nem mesmo que estivessem separadas. Portanto, se você pegasse as 100 peças e as colocasse como um grande quadrado 10x10, poderiam ser formadas as 416 palavras. Agora pensem em como chegar nas 30.000 palavras (palavra do instrutor que já conseguiram no passado).

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Team Building - Parte 2

As atividades de hoje foram muito legais! Nunca havia feito antes um trabalho de montagem de equipes tão eficiente. Através de pequenas sessões ao longo do dia, conseguimos finalizá-lo com uma das atividades mais interessantes que eu já vi quando se tenta demonstrar a importância de pensar “fora da caixa”.


Ao longo do dia inteiro fomos bombardeados por apresentações e pequenas dinâmicas que pediam para interagirmos um com o outro. Não foi fácil fazer isso, pois éramos um grupo de 8 pessoas, sendo eu, uma chinesa, uma russa, dois indianos (mas de partes diferentes da Índia), um canadense, um alemão-indiano e um alemão-puro-sangue.


Por fim, a atividade que mencionei acima. A atividade era descrita exatamente da seguinte forma: “Place in the table as many as possible four letter words using the given puzzle.” O tal quebra-cabeça era aqueles joguinhos de formar palavras num tabuleiro, sendo cada peça uma letra. Cada grupo tinha 100 peças. Quem fizesse mais palavras em 1 minuto, ganhava!


Após a primeira rodada, um grupo conseguiu formar 17 palavras e meu grupo, último, apenas 9. Foi feito uma nova rodada, agora com 3 minutos de organização e objetivo de melhorar a performance anterior em 50%. Pensamos que ia ser fácil, de fato foi, e conseguimos duplicar! Fizemos 18, mas um outro grupo fez 24! Mais uma rodada e a meta era superar em 100% a performance anterior! Nessa hora o pessoal começou a se aterrorizar, mas ainda era algo possível de ser feito. Conseguimos só 19 palavras, enquanto outro grupo conseguiu 25.


Quando achávamos que já havia acabado, veio o grande desafio: melhorar a performance anterior em 1000%!!! Isso mesmo, MIL %!!! Nessa hora todo mundo começou a se perguntar o que fazer para superar isso, ainda mais com os instrutores dizendo que era algo possível de ser feito! Uma vez alguém disse (eu acho que foi o Henry Ford) que o homem não sabendo que era impossível, foi lá e fez. Essa frase se aplica perfeitamente nessa situação, pois nesse momento começamos a pensar em como superar aquele desafio e sabíamos que se continuássemos pensando da mesma forma, obteríamos o mesmo resultado. Resultado: meu grupo formou 120 palavras, um outro grupo formou 121 palavras, o grupo que continuou pensando igual conseguiu 30, e por fim teve o grupo campeão que formou 416 palavras.


A pergunta que deixo é: como alguém pode formar 416 palavras com 100 peças?

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Team Building - Parte 1

Hoje foi o tão esperado dia e finalmente tive a chance de conhecer a todos. É impressionante como a 1ª impressão pode te enganar totalmente! Algumas pessoas que imaginei na sexta-feira serem, sei lá, mais chatos, se mostraram pessoas gente boníssimas! 1ª lição aprendida no MBA (na verdade, já tinha aprendido isso a muito tempo...)

É claro que ao longo do ano conhecerei mais ainda, possivelmente algumas máscaras cairão (parece discurso do Big Brother, heheheheh) e provavelmente presenciarei algumas discussões bem legais.

Nos próximos 2 dias será realizado uma atividade chamada Team Building. No primeiro momento que vi essa atividade no currículo, já imaginei ser mais um dos diversos cursos que fiz ao longo dos anos sobre como se trabalhar em equipe. A diferença que vi hoje ao ser apresentada a agenda da semana foi que, de fato, teremos que trabalhar em equipe ao longo do curso.

Quando alguém é solicitado a montar um grupo, a tendência é você se juntar com quem você se identifica ou já tem alguma ligação. No caso dessa atividade dos próximos dias, seremos desafiados ao máximo a como conseguiremos trabalhar em conjunto, porém com o grupo escolhido pela diretoria da escola, tentando maximizar as diferenças entre as pessoas. No final disso, espera-se ter a formação de grupos de 4 ou 5 pessoas que ficarão juntas pro resto do ano, faça chuva, faça sol, para todos os projetos e trabalhos do curso.

Se por um lado isso parece ser esquisito por ser uma imposição da escola, por outro lado isso vai retratar bem o que se encontra no mundo real: pessoas bem diferentes uma das outras trabalhando juntas, com um objetivo comum, passando por cima dos conflitos e diferenças culturais entre elas. Nesse caso, não haverá escolha e provavelmente aquela pessoas que não tive uma empatia no primeiro dia, esteja lá no meu grupo. A única alternativa será trabalhar o melhor possível e aprender o que puder dessa galera. Vamos ver o balaio de gato que vai virar isso!