No meio da correria toda dos cursos do MBA, começa agora a preocupação em preparar curriculo, carta de apresentação, documentação e tudo mais. No Brasil, mandar apenas o curriculo é o suficiente, mas aqui, além do currículo, as empresas geralmente pedem uma carta de apresentação onde você expressa sua motivação para trabalhar naquela empresa, além de toda documentação que prova que você trabalhou onde você diz que trabalhou e o desempenho escolar.
Pra começar, 4 oportunidades de emprego estão rolando. As 4 aqui na Alemanha, mas todas com a necessidade de viajar pelo mundo e com a perspectiva de um dia poder voltar pro Brasil (ah, uma não vai rolar nada no Brasil, a não ser que o país comece a investir pesado em trens, hehehehe). Não me vejo hoje voltando pro Brasil, logo assim de cara, mas também não descarto um retorno imediatamente após o MBA, caso exista relamente uma oportunidade irrecusável, quase indecente. No mais, quem souber de algo e quiser me contratar, é só me mandar um email, hehehehe!
Após quase 1 ano morando fora do país, é óbvio que sentimos falta dos amigos, da família, do sol, da relação mais próxima entre as pessoas, entre outros. Mas também existem vantagens em passar por um longa temporada aqui, e nesse momento acredito que isso será mais importante pra mim e pra minha família (Jana e os "bacuris" que virão). Vamos ver o que acontece.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Arrumando um Emprego 1
Todo mundo que começa um MBA tem em mente conseguir um emprego melhor depois da formatura. Comigo não é diferente. O fato de ter largado tudo no Brasil e vir pra Alemanha com minha esposa, e por fim, decidido fazer o MBA aqui, cria uma expectativa ainda maior sobre o tipo de trabalho que vou arrumar, se vou ganhar mais ou menos do que antes, se vou ser gerente, diretor, quiçá presidente, ou novamente um engenheiro. Muitas perguntas, poucas respostas.
Além das reflexões inerentes, existe o fato de estarmos enfrentando uma das maiores crises financeiras de todos os tempos. Dia após dia vemos notícias de empresas demitindo em massa. Assim, mais uma pulga fica atrás da orelha.
Apesar de todos esse problemas, vejo que poderei arrumar alguma coisa interessante. Ao mesmo tempo que essas empresas demitem milhares de pessoas, elas também dependem de gente pra liderá-las rumo a uma saída pra essa crise. E é nesse momento que o MBA está se demonstrando um excelente investimento. Mesmo com toda a crise, as empresas tem demonstrado interesse em contratar jovens MBAs. Claro que em anos anteriores o ritmo de contratação era bem maior, mas acho que o que acontecerá agora é apenas um ajuste na oferta e demanda, e ao invés de ter gente com 2 ou 3 empregos garantidos, veremos no máximo 1 ou 2 oportunidades reais pra cada. Espero apenas que sobre algo pra mim, heehehehe!
Além das reflexões inerentes, existe o fato de estarmos enfrentando uma das maiores crises financeiras de todos os tempos. Dia após dia vemos notícias de empresas demitindo em massa. Assim, mais uma pulga fica atrás da orelha.
Apesar de todos esse problemas, vejo que poderei arrumar alguma coisa interessante. Ao mesmo tempo que essas empresas demitem milhares de pessoas, elas também dependem de gente pra liderá-las rumo a uma saída pra essa crise. E é nesse momento que o MBA está se demonstrando um excelente investimento. Mesmo com toda a crise, as empresas tem demonstrado interesse em contratar jovens MBAs. Claro que em anos anteriores o ritmo de contratação era bem maior, mas acho que o que acontecerá agora é apenas um ajuste na oferta e demanda, e ao invés de ter gente com 2 ou 3 empregos garantidos, veremos no máximo 1 ou 2 oportunidades reais pra cada. Espero apenas que sobre algo pra mim, heehehehe!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Contato com a Minha Pessoa
Fala pessoal, beleza? Estou postando aqui rapidinho, de um hotel em Munique onde estou passando parte das minhas férias com meu irmão.
É o seguinte: fico muito feliz que esse blog tem sido acessado por várias pessoas, inclusive várias que eu não conheço pessoalmente. Peço que todos que colocarem algum comentário pedindo uma resposta que coloquem também que e-mail para que eu possa responder a pergunta. Na mensagem anterior o F.A.P. me perguntou algo, mas não tenho o e-mail dele. Se vc estiver lendo o blog agora, me manda um email, daí fica mais fácil.
Sendo breve agora, as aulas retomam na próxima segunda. Pauleira pesada de novo! Sobre os cases que mencionei, colocarei no ar ao longo da próxima semana. Acabou que meus pais vieram pra Alemanha e fiquei bastante com eles por aqui, além de ter ido com meu irmão pra Paris, Frankfurt e, agora, em Munique.
Grande abraço!
É o seguinte: fico muito feliz que esse blog tem sido acessado por várias pessoas, inclusive várias que eu não conheço pessoalmente. Peço que todos que colocarem algum comentário pedindo uma resposta que coloquem também que e-mail para que eu possa responder a pergunta. Na mensagem anterior o F.A.P. me perguntou algo, mas não tenho o e-mail dele. Se vc estiver lendo o blog agora, me manda um email, daí fica mais fácil.
Sendo breve agora, as aulas retomam na próxima segunda. Pauleira pesada de novo! Sobre os cases que mencionei, colocarei no ar ao longo da próxima semana. Acabou que meus pais vieram pra Alemanha e fiquei bastante com eles por aqui, além de ter ido com meu irmão pra Paris, Frankfurt e, agora, em Munique.
Grande abraço!
domingo, 21 de dezembro de 2008
Férias!!!
As férias de final de ano finalmente começaram! Depois dessa última semana intensa de provas quase todos os dias, agora é tempo de relaxar, rever a família que chega do Brasil na semana que vem, beber e comer além da conta e continuar relaxando! O MBA deu um tempo de 3 semanas, voltando as aulas agora só em 12 de Janeiro.
O balanço final dos primeiros 3 meses é simplesmente sensacional! Os assuntos abordados em sala de aula foram muito bons, com muitas discussões entre os alunos e professores e com isso muitas novas idéias foram geradas. A turma em si, não tem nem o que dizer! O pessoal é muito gente boa, legal mesmo e bastante unido. Talvez porque a maioria de nós já vive longe da família e acaba um ajudando ao outro, por outro lado não via isso quando estudei na Unicamp, mesmo que as pessoas também vinham de lugares distantes de Campinas.
Esse bolg também tem me ajudado bastante e os comentários da galera aqui tem sido bacana pra dar algumas idéias do que abordar por aqui. Comecei a escrever o blog com o único objetivo de ir desenvolvendo minhas idéias sobre as coisas que vão acontecendo por aqui, mas vi também que muita gente tem usado o espaço aqui pra aprender alguma coisinha mais! Espero que os leitores desse blog tenham se divertido até então!
Ah, vi que os casos de estudo tem tido uma boa repercussão, portanto vou trazer pra cá outros casos que já discutimos aqui em Mannheim, além dos próximos que virão nos próximos cursos. Nos próximos dias estarei em casa, meio de bobeira, daí ponho em dia alguns posts sobre os cases interessantes que já rolaram por aqui.
No mais, desejo a todos um Feliz Natal, um Próspero 2009!!! Grande abraço!
O balanço final dos primeiros 3 meses é simplesmente sensacional! Os assuntos abordados em sala de aula foram muito bons, com muitas discussões entre os alunos e professores e com isso muitas novas idéias foram geradas. A turma em si, não tem nem o que dizer! O pessoal é muito gente boa, legal mesmo e bastante unido. Talvez porque a maioria de nós já vive longe da família e acaba um ajudando ao outro, por outro lado não via isso quando estudei na Unicamp, mesmo que as pessoas também vinham de lugares distantes de Campinas.
Esse bolg também tem me ajudado bastante e os comentários da galera aqui tem sido bacana pra dar algumas idéias do que abordar por aqui. Comecei a escrever o blog com o único objetivo de ir desenvolvendo minhas idéias sobre as coisas que vão acontecendo por aqui, mas vi também que muita gente tem usado o espaço aqui pra aprender alguma coisinha mais! Espero que os leitores desse blog tenham se divertido até então!
Ah, vi que os casos de estudo tem tido uma boa repercussão, portanto vou trazer pra cá outros casos que já discutimos aqui em Mannheim, além dos próximos que virão nos próximos cursos. Nos próximos dias estarei em casa, meio de bobeira, daí ponho em dia alguns posts sobre os cases interessantes que já rolaram por aqui.
No mais, desejo a todos um Feliz Natal, um Próspero 2009!!! Grande abraço!
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Caso da British Airways
Alguns amigos me perguntaram sobre o caso da British Airways (BA) que mencionei no meu último post. A pergunta era como o novo CEO da BA, apesar de ter os melhores planos conseguiu levar uma empresa considerada uma das melhores do mundo no seu setor e com lucros recordes nos últimos anos a ser reconhecida como uma das piores e com reportando prejuízos, isso tudo em apenas 5 anos? Bem, esse caso é um exemplo claro como uma liderança fora de contexto pode fazer mal a uma empresa. Nesse caso, a liderança de Bob Ayling, o CEO em questão, não era a mais adequada para o momento que a BA estava vivendo.
Ayling fez carreira na BA de forma surpreendente e era reconhecido como excelente negociador e tinha uma excelente imagem com o mercado financeiro e com o meio político, uma vez que a BA tinha sido uma empresa estatal até alguns anos atrás dele ser nomeado CEO e, portanto, era uma empresa sempre vista como patrimônio dos britânicos. Aliado a isso, ele tinha conseguido obter importantes resultados para a BA enquanto diretor da empresa, o que fez dele um natural candidato a CEO. Nesse tempo, a BA tornou-se extremamente lucrativa após a privatização e com seu foco na satisfação do consumidor também se tornou a empresa aérea mais admirada do mundo. Obviamente não era só um mar de flores. A empresa também tinha passado por uma grande reestruturação reduzindo em cerca de 40% o número de funcionários.
Quando Ayling assumiu o cargo de CEO, ele adotou uma postura de redução de custos ao extremo. Na visão dele, reduzir custos tornaria a BA mais competitiva e imune a fatores externos no futuro. Ou seja, o famoso trabalho da formiguinha que trabalha no verão pra poder sobreviver ao inverno. Porém, a forma como ele comunicou e liderou essa campanha de redução de custos foi desastrosa. Antes de tudo, os funcionários já haviam passado por uma grande reestruturação a poucos anos e uma nova reestruturação, quando a empresa está indo bem, não parecia a melhor das alternativas. Com isso, os funcionários entraram em greve. Ao invés de negociar e comunicar de forma mais clara a intenção das demissões, Ayling ameaçou quem continuasse em greve através de corte de benefícios e exclusão da lista de funcionários a serem promovidos. Nesse momento, Ayling perdeu praticamente todo seu carisma com os funcionários.
Isso não é tudo. Ayling também não conseguiu manter o que era um dos ativos mais importantes da BA: a satisfação do consumidor. Na sua busca constante por redução de custos, Ayling se esqueceu de entregar o que o consumidor buscava. Exceto a reestruturação da classe executiva e da 1ª classe, a BA pouco fez pelos seus clientes da classe econômica. Apesar disso, Ayling conseguia elaborar um ótimo plano para recuperar o prestígio dos seus consumidores, mas ele esquecia que quem entrega de fato um excelente serviço são os funcionários do aeroporto e de cabine, justamente os que mais sofreram com a administração de Ayling.
No final de 5 anos, a BA decidiu demitir Ayling do posto de CEO, tendo reassumido temporariamente o ex-CEO e Chairman Sir Colin Marshall. A primeira coisa ele fez foi manter a estratégia definida por Ayling, porém, com um estilo de liderança bem diferente, conseguiu novamente tornar a BA lucrativa e admirada pelos clientes.
Ayling fez carreira na BA de forma surpreendente e era reconhecido como excelente negociador e tinha uma excelente imagem com o mercado financeiro e com o meio político, uma vez que a BA tinha sido uma empresa estatal até alguns anos atrás dele ser nomeado CEO e, portanto, era uma empresa sempre vista como patrimônio dos britânicos. Aliado a isso, ele tinha conseguido obter importantes resultados para a BA enquanto diretor da empresa, o que fez dele um natural candidato a CEO. Nesse tempo, a BA tornou-se extremamente lucrativa após a privatização e com seu foco na satisfação do consumidor também se tornou a empresa aérea mais admirada do mundo. Obviamente não era só um mar de flores. A empresa também tinha passado por uma grande reestruturação reduzindo em cerca de 40% o número de funcionários.
Quando Ayling assumiu o cargo de CEO, ele adotou uma postura de redução de custos ao extremo. Na visão dele, reduzir custos tornaria a BA mais competitiva e imune a fatores externos no futuro. Ou seja, o famoso trabalho da formiguinha que trabalha no verão pra poder sobreviver ao inverno. Porém, a forma como ele comunicou e liderou essa campanha de redução de custos foi desastrosa. Antes de tudo, os funcionários já haviam passado por uma grande reestruturação a poucos anos e uma nova reestruturação, quando a empresa está indo bem, não parecia a melhor das alternativas. Com isso, os funcionários entraram em greve. Ao invés de negociar e comunicar de forma mais clara a intenção das demissões, Ayling ameaçou quem continuasse em greve através de corte de benefícios e exclusão da lista de funcionários a serem promovidos. Nesse momento, Ayling perdeu praticamente todo seu carisma com os funcionários.
Isso não é tudo. Ayling também não conseguiu manter o que era um dos ativos mais importantes da BA: a satisfação do consumidor. Na sua busca constante por redução de custos, Ayling se esqueceu de entregar o que o consumidor buscava. Exceto a reestruturação da classe executiva e da 1ª classe, a BA pouco fez pelos seus clientes da classe econômica. Apesar disso, Ayling conseguia elaborar um ótimo plano para recuperar o prestígio dos seus consumidores, mas ele esquecia que quem entrega de fato um excelente serviço são os funcionários do aeroporto e de cabine, justamente os que mais sofreram com a administração de Ayling.
No final de 5 anos, a BA decidiu demitir Ayling do posto de CEO, tendo reassumido temporariamente o ex-CEO e Chairman Sir Colin Marshall. A primeira coisa ele fez foi manter a estratégia definida por Ayling, porém, com um estilo de liderança bem diferente, conseguiu novamente tornar a BA lucrativa e admirada pelos clientes.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
"Case Studies"
Sempre ouvi dizer que uma das coisas mais interessantes de se fazer um MBA é ter a oportunidade de estudar detalhadamente casos de sucesso e também de fracasso dos mais diversos setores, sejam eles industriais ou serviços. Após quase 3 meses de curso, já posso dizer com certeza de que isso é a mais pura verdade. Até agora, já tive a oportunidade de estudar casos que vão desde empresas como a British Airways, uma das maiores empresas aéreas do mundo, até empresas como Medicult (medi quem?) que detém a tecnologia de fertilização in vitro.
Esses “cases” variam bastante não só pela empresa que está sendo estudada, mas também pelo escopo de estudos. No caso da British Airways, estudamos como um novo CEO levou em 5 anos uma empresa que era reconhecida como a melhor empresa aérea do mundo e com a uma rentabilidade e lucro invejáveis comparada aos seus competidores a se tornar uma das piores empresas do setor. Isso tudo ocorreu com o CEO tendo umas das melhores estratégias para manter a empresa no patamar que estava, tanto que ele foi demitido e o novo CEO manteve todas as estratégias montadas pelo antecessor. A pergunta é: o que fez, então, com que a empresa fosse tão mal nesse período? Já no caso da Medicult, o “case” buscava entender como uma empresa que investe em inovação e no desenvolvimento de novas tecnologias pode maximizar seu lucro utilizando uma estratégia de preço global, local, ou um mix dos dois.
Além deles já vimos de tudo um pouco: bancos de investimentos, indústria química, empresa de software, consultoria internacional, construtora, e muito mais. Nas próximas 2 semanas (mais longas do que nunca, heheheheh) ainda estudaremos sobre a Boeing e o desenvolvimento do 777 e a Starbucks. No final das contas, a empresa em si pouco importa, mas o aprendizado, esse sim, tem sido sensacional!
Esses “cases” variam bastante não só pela empresa que está sendo estudada, mas também pelo escopo de estudos. No caso da British Airways, estudamos como um novo CEO levou em 5 anos uma empresa que era reconhecida como a melhor empresa aérea do mundo e com a uma rentabilidade e lucro invejáveis comparada aos seus competidores a se tornar uma das piores empresas do setor. Isso tudo ocorreu com o CEO tendo umas das melhores estratégias para manter a empresa no patamar que estava, tanto que ele foi demitido e o novo CEO manteve todas as estratégias montadas pelo antecessor. A pergunta é: o que fez, então, com que a empresa fosse tão mal nesse período? Já no caso da Medicult, o “case” buscava entender como uma empresa que investe em inovação e no desenvolvimento de novas tecnologias pode maximizar seu lucro utilizando uma estratégia de preço global, local, ou um mix dos dois.
Além deles já vimos de tudo um pouco: bancos de investimentos, indústria química, empresa de software, consultoria internacional, construtora, e muito mais. Nas próximas 2 semanas (mais longas do que nunca, heheheheh) ainda estudaremos sobre a Boeing e o desenvolvimento do 777 e a Starbucks. No final das contas, a empresa em si pouco importa, mas o aprendizado, esse sim, tem sido sensacional!
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sábado, 22 de novembro de 2008
Em Dívida com a Galera
Amanhã completaria 1 mês sem mensagens nesse blog. Pra quem esperava estar postando sempre algo novo e interessante, 1 mês é uma eternidade! E hoje um amigo deu um puxão de orelha, hehehehehe! Sinal que a galera curte o blog! Valeu Sardinha!
Obviamente esse tempo todo sem postar foi um período bem complicado aqui no MBA. Nesse meio tempo estivemos envolvidos com as provas de Financial Accounting e Macroeconomics, que tiraram o "côro" da galera aqui! Ainda não saiu o resultado de Macroeconomics, mas com Financial Accounting já posso respirar aliviado. Se alguém precisar de uma consultoria em IFRS e padrões de contabilidade internacional, é só me mandar um email, beleza? Heheheheheh!
Após as provas, começaram mais três matérias, uma a mais do que o ritmo de antes, o que apertou ainda mais o tempo já escasso. Agora temos pra "brincar" Corporate Finance, Organizational Design and Change Management, e Marketing. O compliacado aí é que todas propõem resoluções de cases semanais, o que na maioria das vezes me obriga a comprometer o final de semana inteiro em reuniões com os grupos de trabalho, além de leituras do que foi falado em aula, e mais as pré-leituras exigidas pras aulas da semana que se aproxima, tudo pra manter não ficar pra trás.
No mais, é isso. Continuem comentando, perguntando como está, o que vocês gostariam de saber mais e eu estarei daqui mandando o que tiver de bom(agora num inverno que chegou pra ficar - 20cm de neve na rua já).
Obviamente esse tempo todo sem postar foi um período bem complicado aqui no MBA. Nesse meio tempo estivemos envolvidos com as provas de Financial Accounting e Macroeconomics, que tiraram o "côro" da galera aqui! Ainda não saiu o resultado de Macroeconomics, mas com Financial Accounting já posso respirar aliviado. Se alguém precisar de uma consultoria em IFRS e padrões de contabilidade internacional, é só me mandar um email, beleza? Heheheheheh!
Após as provas, começaram mais três matérias, uma a mais do que o ritmo de antes, o que apertou ainda mais o tempo já escasso. Agora temos pra "brincar" Corporate Finance, Organizational Design and Change Management, e Marketing. O compliacado aí é que todas propõem resoluções de cases semanais, o que na maioria das vezes me obriga a comprometer o final de semana inteiro em reuniões com os grupos de trabalho, além de leituras do que foi falado em aula, e mais as pré-leituras exigidas pras aulas da semana que se aproxima, tudo pra manter não ficar pra trás.
No mais, é isso. Continuem comentando, perguntando como está, o que vocês gostariam de saber mais e eu estarei daqui mandando o que tiver de bom(agora num inverno que chegou pra ficar - 20cm de neve na rua já).
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Correria
Antes de mais nada, desculpe por não ter postado nada nas últimas 2 semanas. O bicho tá pegando pra valer e meu tempo "livre" está bem escasso. Mas até aí eu tenho que me organizar melhor pra dar conta de todas as pendências.
Já me preparei pra daqui por diante postar algo interessante pelo menos 1x por semana, acho que aos domingos. Mas se der tempo, vou escrever algumas coisas ao longo da semana também.
Pra não perder a oportunidade, vou falar logo o que aconteceu nessas 2 semanas: muito estudo, primeiras notas foram apresentadas e os primeiros conflitos começaram a surgir. Quanto aos conflitos, nada grave, ninguém saiu no tapa (até agora), mas vou entrar em mais detalhes no próximo post.
Mas não têm sido só estudos. Tenho tido momentos de diversão também aqui em Mannheim. Ontem tivemos um jantar legal seguido de um campeonato de boliche. Além disso, semana passada tivemos a oportunidade de visitar o Banco Central Europeu e assistir a algumas palestras de alguns diretores do BCE, ainda mais num momento de "crise financeira internacional". Foi um prato cheio pra gente!
Já me preparei pra daqui por diante postar algo interessante pelo menos 1x por semana, acho que aos domingos. Mas se der tempo, vou escrever algumas coisas ao longo da semana também.
Pra não perder a oportunidade, vou falar logo o que aconteceu nessas 2 semanas: muito estudo, primeiras notas foram apresentadas e os primeiros conflitos começaram a surgir. Quanto aos conflitos, nada grave, ninguém saiu no tapa (até agora), mas vou entrar em mais detalhes no próximo post.
Mas não têm sido só estudos. Tenho tido momentos de diversão também aqui em Mannheim. Ontem tivemos um jantar legal seguido de um campeonato de boliche. Além disso, semana passada tivemos a oportunidade de visitar o Banco Central Europeu e assistir a algumas palestras de alguns diretores do BCE, ainda mais num momento de "crise financeira internacional". Foi um prato cheio pra gente!
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Perguntas e Respostas
O tópico de hoje é sugestão de um leitor do blog que se interessou em vir pra Alemanha e fazer um MBA também. Ele me fez algumas perguntas, e como ele mesmo sugeriu, poderia servir para que outras pessoas tirem suas dúvidas quanto a possibilidade de estudar na Alemanha.
1. O MBA em Mannheim é reconhecido pelo MEC no Brasil?
Sobre o reconhecimento do MEC, eu tô totalmente por fora. Se você quer seguir carreira acadêmica, isso pode até ser interessante, mas se isso for seu desejo, indicaria outros cursos mais voltados pra essa sua preocupação. A própria Universidade de Mannheim possui tanto Mestrado quanto Doutorado acadêmicos em Business & Administration e que acredito serem reconhecidos pelo MEC sim. Mas se sua preocupação é ser valorizado pelo mercado de trabalho, o MBA de Mannheim é perfeito!
2. Ela realmente esta entre as 30 melhores do mundo e 10 da Europa?
Os ranking são bem subjetivos, cada revista, entidade ou agência possui seus próprios critérios. Por outro lado, a Mannheim Business School, apesar de ser muito nova (a primeira turma se formou em 2003) já desponta como uma das melhores do mundo em vários desses rankings. Isso acaba dando muita credibilidade à escola e valoriza o currículo de quem carrega seu diploma. Independente da MBS (Mannheim Business School) ser considerada boa ou não, a Universidade de Mannheim, que abraça a MBS, é considerada de longe a melhor universidade de cursos relacionados a negócios e administração da Alemanha e também da Europa.
3. Qual o caminho que eu poderia trilhar, para conseguir uma bolsa nela?
Se você entrar no site da MBS, é possível consegue ver quais são os critérios de avaliação para ser aceito na escola e também os critérios para conseguir bolsa. Eles possuem bolsas especiais para mulheres e para estudantes de países emergentes. Eu consegui uma bolsa parcial baseada nesse último critério. Agora não foi fácil, pois eles exigem uma nota alta no GMAT, acima do exigido para admissão sem bolsa, além de um bom “essay” sobre os motivos que te levam a solicitar a bolsa.
4. No meu caso, se eu fosse para a Alemanha, como seria a adaptação, no sentido de emprego, existem oportunidades para trabalhar de qualquer atribuição, como por exemplo, garçom, limpeza, tratador de cães, e etc, para eu ir ganhando algum extra, para me manter, há essa possibilidade?
Aqui na Alemanha existem muitas oportunidades de emprego. A Alemanha está sedenta de profissionais qualificados e se você possui um conhecimento legal, é possível conseguir algo mais voltado pra sua área. Mas se não for possível conseguir algo na sua área de formação, qualquer emprego menos qualificado vai te pagar, no mínimo no mínimo, uns 5 euros por hora.
5. O curso é full-time? Se sim, como seria para trabalhar?
Bem, o curso é realmente full-time, você não terá tempo nem pra respirar, quanto mais pra trabalhar. Acredito que existirão cursos que não são tão puxados assim e você conseguiria trabalhar em paralelo, mas não o caso de Mannheim. Nessas 3 semanas de curso até agora, mal tive tempo nos finais de semana pra assistir TV, tamanha carga de estudos e trabalhos. Geralmente as aulas começam às 9hs e terminam só as 18hs, fora palestras extras, apresentações de empresas, social com a galera e trabalhos em grupo. Posso dizer pra você que a última coisa que vc vai ter é tempo.
6. A universidade disponibiliza ou encaminha os estrangeiros para fazerem estágios na área, após uns 6 meses por exemplo, ou algo do tipo?
O MBA de Mannheim é dividido em 4 trimestres, sendo o último destinado a um trabalho de consultoria em alguma empresa aqui da Alemanha. Seria uma espécie de estágio, mas na verdade é muito mais do que isso. A idéia é você e mais 2 ou 3 pessoas se encarregarem de resolver um problema numa empresa aqui na Alemanha. A escola se encarrega de fazer o meio de campo para as empresas apresentarem os problemas a serem resolvidos. No final das contas, sobra projeto pra se trabalhar e as empresas são as top daqui, como BMW, Mercedes, SAP, Bosch, BASF, entre outras.
7. O custo de vida é muito alto?
Isso vai depender muito de como você leva sua vida. Quanto a moradia, você consegue um quarto num WG (prédio de estudantes onde vc tem 1 quarto apenas, e banheiro e cozinha são comunitários) por 250 euros por mês. Não é necessário pagar mais nada pois água, luz, aquecimento e até internet já estão inclusos. Além disso, a MBS tem alguns quartos pra estudantes que possuem banheiro e cozinha individuais, mas custam um pouco mais caro, de 380 a 420 euros, dependendo do tamanho do apê. Mas nada de muito luxo ou espaço, pois os quartos têm de 18 a 20 m2. Fora isso, você pode alugar um apê sozinho por conta própria e aí o custo começa a aumentar bastante, chegando a 600 euros com todos os custos extras envolvidos. Fora moradia, de supermercado você gastará em média 100 a 150 euros por mês, além da alimentação diária pois como o MBA é puxado, não há muito tempo pra preparar almoço. Mas daí você pode comer no restaurante universitário por 2,50 euros. Além desses custos básicos, você pode considerar de 100 a 150 euros por mês pra “desestressar” um pouco também e tomar uma cervejinha de vez em quando.
8. Como eu poderia me manter na Alemanha?
A maioria das pessoas que estudam comigo tinham uma poupança e estão usando-a pra se manter aqui. Eu me mantenho aqui com a bolsa de estudos da minha esposa, que veio pra Alemanha fazer o doutorado dela. Com isso, eu não precisei mexer nas minhas economias no Brasil. Alternativa a isso, é sua família te ajudar a bancar você aqui, pois a escola não dá uma bolsa pra você se sustentar aqui. O que ela faz é te dar um desconto no valor do curso. E mesmo o Deutsch Bank só te dá um empréstimo pro valor do curso e nada mais.
9. Na média, quanto aproximadamente, eu deveria reservar para uns 6 meses de permanência?
Considerando o mínimo do mínimo, você precisará de 600 euros por mês, portanto 3600 euros. Mas o curso é de 1 ano, então considere o dobro.
10. No caso de não conseguir bolsa, o curso é muito caro?
O valor total do curso custa 29.000 euros. Eu consegui um desconto de 5.000 euros e o resto eu financiei no Deutsch Bank, que possui uma linha de crédito especial para os alunos estrangeiros desse curso. Apesar de nós brasileiros temermos empréstimo em banco devido às taxas altíssimas de juros, aqui na Alemanha a história é bem diferente. O DB te dá condições inimagináveis pro Brasil. Pirmeiro que a taxa de juros por ano (eu disse, ANO) é de 5,9%. Segundo, você tem uma carência pra começar a pagar o curso em até 1 ano após a formatura, te dando tempo de arrumar um lugar legal pra trabalhar. E por fim, você pode dividir a dívida em longas prestações de 6 anos, a partir do momento que começar a pagar.
11. Valeria a pena, contratar uma empresa para cuidar dessas partes burocráticas, alojamento e etc, como a www.stb.com.br ?
Não! Se você não for preguiçoso e não tiver medo da cara feia desses alemãs, fica tranqüilo que arrumar alojamento e resolver a parte burocrática é o de menos! Se você acabar sendo aceito na MBS, eles mesmo resolvem tudo isso pra você, sem precisar pagar nada a mais.
1. O MBA em Mannheim é reconhecido pelo MEC no Brasil?
Sobre o reconhecimento do MEC, eu tô totalmente por fora. Se você quer seguir carreira acadêmica, isso pode até ser interessante, mas se isso for seu desejo, indicaria outros cursos mais voltados pra essa sua preocupação. A própria Universidade de Mannheim possui tanto Mestrado quanto Doutorado acadêmicos em Business & Administration e que acredito serem reconhecidos pelo MEC sim. Mas se sua preocupação é ser valorizado pelo mercado de trabalho, o MBA de Mannheim é perfeito!
2. Ela realmente esta entre as 30 melhores do mundo e 10 da Europa?
Os ranking são bem subjetivos, cada revista, entidade ou agência possui seus próprios critérios. Por outro lado, a Mannheim Business School, apesar de ser muito nova (a primeira turma se formou em 2003) já desponta como uma das melhores do mundo em vários desses rankings. Isso acaba dando muita credibilidade à escola e valoriza o currículo de quem carrega seu diploma. Independente da MBS (Mannheim Business School) ser considerada boa ou não, a Universidade de Mannheim, que abraça a MBS, é considerada de longe a melhor universidade de cursos relacionados a negócios e administração da Alemanha e também da Europa.
3. Qual o caminho que eu poderia trilhar, para conseguir uma bolsa nela?
Se você entrar no site da MBS, é possível consegue ver quais são os critérios de avaliação para ser aceito na escola e também os critérios para conseguir bolsa. Eles possuem bolsas especiais para mulheres e para estudantes de países emergentes. Eu consegui uma bolsa parcial baseada nesse último critério. Agora não foi fácil, pois eles exigem uma nota alta no GMAT, acima do exigido para admissão sem bolsa, além de um bom “essay” sobre os motivos que te levam a solicitar a bolsa.
4. No meu caso, se eu fosse para a Alemanha, como seria a adaptação, no sentido de emprego, existem oportunidades para trabalhar de qualquer atribuição, como por exemplo, garçom, limpeza, tratador de cães, e etc, para eu ir ganhando algum extra, para me manter, há essa possibilidade?
Aqui na Alemanha existem muitas oportunidades de emprego. A Alemanha está sedenta de profissionais qualificados e se você possui um conhecimento legal, é possível conseguir algo mais voltado pra sua área. Mas se não for possível conseguir algo na sua área de formação, qualquer emprego menos qualificado vai te pagar, no mínimo no mínimo, uns 5 euros por hora.
5. O curso é full-time? Se sim, como seria para trabalhar?
Bem, o curso é realmente full-time, você não terá tempo nem pra respirar, quanto mais pra trabalhar. Acredito que existirão cursos que não são tão puxados assim e você conseguiria trabalhar em paralelo, mas não o caso de Mannheim. Nessas 3 semanas de curso até agora, mal tive tempo nos finais de semana pra assistir TV, tamanha carga de estudos e trabalhos. Geralmente as aulas começam às 9hs e terminam só as 18hs, fora palestras extras, apresentações de empresas, social com a galera e trabalhos em grupo. Posso dizer pra você que a última coisa que vc vai ter é tempo.
6. A universidade disponibiliza ou encaminha os estrangeiros para fazerem estágios na área, após uns 6 meses por exemplo, ou algo do tipo?
O MBA de Mannheim é dividido em 4 trimestres, sendo o último destinado a um trabalho de consultoria em alguma empresa aqui da Alemanha. Seria uma espécie de estágio, mas na verdade é muito mais do que isso. A idéia é você e mais 2 ou 3 pessoas se encarregarem de resolver um problema numa empresa aqui na Alemanha. A escola se encarrega de fazer o meio de campo para as empresas apresentarem os problemas a serem resolvidos. No final das contas, sobra projeto pra se trabalhar e as empresas são as top daqui, como BMW, Mercedes, SAP, Bosch, BASF, entre outras.
7. O custo de vida é muito alto?
Isso vai depender muito de como você leva sua vida. Quanto a moradia, você consegue um quarto num WG (prédio de estudantes onde vc tem 1 quarto apenas, e banheiro e cozinha são comunitários) por 250 euros por mês. Não é necessário pagar mais nada pois água, luz, aquecimento e até internet já estão inclusos. Além disso, a MBS tem alguns quartos pra estudantes que possuem banheiro e cozinha individuais, mas custam um pouco mais caro, de 380 a 420 euros, dependendo do tamanho do apê. Mas nada de muito luxo ou espaço, pois os quartos têm de 18 a 20 m2. Fora isso, você pode alugar um apê sozinho por conta própria e aí o custo começa a aumentar bastante, chegando a 600 euros com todos os custos extras envolvidos. Fora moradia, de supermercado você gastará em média 100 a 150 euros por mês, além da alimentação diária pois como o MBA é puxado, não há muito tempo pra preparar almoço. Mas daí você pode comer no restaurante universitário por 2,50 euros. Além desses custos básicos, você pode considerar de 100 a 150 euros por mês pra “desestressar” um pouco também e tomar uma cervejinha de vez em quando.
8. Como eu poderia me manter na Alemanha?
A maioria das pessoas que estudam comigo tinham uma poupança e estão usando-a pra se manter aqui. Eu me mantenho aqui com a bolsa de estudos da minha esposa, que veio pra Alemanha fazer o doutorado dela. Com isso, eu não precisei mexer nas minhas economias no Brasil. Alternativa a isso, é sua família te ajudar a bancar você aqui, pois a escola não dá uma bolsa pra você se sustentar aqui. O que ela faz é te dar um desconto no valor do curso. E mesmo o Deutsch Bank só te dá um empréstimo pro valor do curso e nada mais.
9. Na média, quanto aproximadamente, eu deveria reservar para uns 6 meses de permanência?
Considerando o mínimo do mínimo, você precisará de 600 euros por mês, portanto 3600 euros. Mas o curso é de 1 ano, então considere o dobro.
10. No caso de não conseguir bolsa, o curso é muito caro?
O valor total do curso custa 29.000 euros. Eu consegui um desconto de 5.000 euros e o resto eu financiei no Deutsch Bank, que possui uma linha de crédito especial para os alunos estrangeiros desse curso. Apesar de nós brasileiros temermos empréstimo em banco devido às taxas altíssimas de juros, aqui na Alemanha a história é bem diferente. O DB te dá condições inimagináveis pro Brasil. Pirmeiro que a taxa de juros por ano (eu disse, ANO) é de 5,9%. Segundo, você tem uma carência pra começar a pagar o curso em até 1 ano após a formatura, te dando tempo de arrumar um lugar legal pra trabalhar. E por fim, você pode dividir a dívida em longas prestações de 6 anos, a partir do momento que começar a pagar.
11. Valeria a pena, contratar uma empresa para cuidar dessas partes burocráticas, alojamento e etc, como a www.stb.com.br ?
Não! Se você não for preguiçoso e não tiver medo da cara feia desses alemãs, fica tranqüilo que arrumar alojamento e resolver a parte burocrática é o de menos! Se você acabar sendo aceito na MBS, eles mesmo resolvem tudo isso pra você, sem precisar pagar nada a mais.
sábado, 4 de outubro de 2008
Acontecimentos da Semana
Essa última semana foi bastante agitada! Começamos 2 matérias novas: Financial Accounting, que mencionei no último post, e Macroeconomia para Economias Abertas. A primeira já mostrou ser o bicho-papão da vez, com um professor extremamente rigoroso e com trabalhos em grupo que estão tomando todo nosso tempo.
O trabalho dessa semana em Financial Accounting foi fazer uma análise "pente-fino" no relatório anual da BASF. Era de nossa responsabilidade identificar pontos positivos e negativos, sempre pensando como um investidor que está analisando a empresa pra saber se vale a pena ou não investir mais dinheiro na empresa ou simplesmente sacar toda a grana investida. Além disso, foi interessante pra gente se acostumar com esse tipo de relatório, entendendo todos seus detalhes.
A segunda matéria da semana, Macroeconomia, foi bastante interessante! Primeiro que o professor é uma comédia, muito bem-humorado, e a aula dele parece mais a uma palestra sobre vantagens e desvantagens da globalização e muito mais. Discutimos também sobre a atual crise financeira nos EUA e como isso impactará os mercados financeiros no futuro. Apesar de ter muita leitura complementar (até agora temos mais de 600 páginas pra ler), não parece que o professor vá nos espremer até sair sangue. Bom que sobra tempo pra outra matéria, que essa sim, o professor já começou chutando da "medalinha pra cima"!
A semana também foi bastante agitada com a primeira edição da Festa Latina! Juntaram eu (Brasil) e outros representantes da América Latina (México, Honduras, Chile e Equador) e fizemos o primeiro pagodão na Mannheim Business School! Cada representante da AL se responsabilizou por uma bebida e por uma comida típica. Tivemos tequilas, picos, vinho chileno, tacos, empanadas e quesadillas. Da minha parte, fiz pão de queijo (achei o pacote da Yoki numa loja daqui de Freiburg e pensei: "é esse!") e embebedei o povo com caipiroska. Algumas pessoas disseram que a caipiroska estava forte, no que eu dizia: "põe mais açúcar!" Não preciso nem dizer o estado de calamidade que alguns ficaram no final da festa, huahauhauahuahuah! Quanto a música, a galera queria o houvesse de mais animado! Asssim, não me sobrou dúvidas em animar a festa com uma coletânia do mais alto-nível de Pagod'art, Psirico, Saia Rodada e muito mais! Hauhauhauahauhauahua! Foi massa!
O trabalho dessa semana em Financial Accounting foi fazer uma análise "pente-fino" no relatório anual da BASF. Era de nossa responsabilidade identificar pontos positivos e negativos, sempre pensando como um investidor que está analisando a empresa pra saber se vale a pena ou não investir mais dinheiro na empresa ou simplesmente sacar toda a grana investida. Além disso, foi interessante pra gente se acostumar com esse tipo de relatório, entendendo todos seus detalhes.
A segunda matéria da semana, Macroeconomia, foi bastante interessante! Primeiro que o professor é uma comédia, muito bem-humorado, e a aula dele parece mais a uma palestra sobre vantagens e desvantagens da globalização e muito mais. Discutimos também sobre a atual crise financeira nos EUA e como isso impactará os mercados financeiros no futuro. Apesar de ter muita leitura complementar (até agora temos mais de 600 páginas pra ler), não parece que o professor vá nos espremer até sair sangue. Bom que sobra tempo pra outra matéria, que essa sim, o professor já começou chutando da "medalinha pra cima"!
A semana também foi bastante agitada com a primeira edição da Festa Latina! Juntaram eu (Brasil) e outros representantes da América Latina (México, Honduras, Chile e Equador) e fizemos o primeiro pagodão na Mannheim Business School! Cada representante da AL se responsabilizou por uma bebida e por uma comida típica. Tivemos tequilas, picos, vinho chileno, tacos, empanadas e quesadillas. Da minha parte, fiz pão de queijo (achei o pacote da Yoki numa loja daqui de Freiburg e pensei: "é esse!") e embebedei o povo com caipiroska. Algumas pessoas disseram que a caipiroska estava forte, no que eu dizia: "põe mais açúcar!" Não preciso nem dizer o estado de calamidade que alguns ficaram no final da festa, huahauhauahuahuah! Quanto a música, a galera queria o houvesse de mais animado! Asssim, não me sobrou dúvidas em animar a festa com uma coletânia do mais alto-nível de Pagod'art, Psirico, Saia Rodada e muito mais! Hauhauhauahauhauahua! Foi massa!
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terça-feira, 30 de setembro de 2008
Financial Accounting - A saga está apenas começando...
Antes de mais nada, queria me desculpar por não ter postado nada, mas os últimos dias foram bem difíceis. Primeiro porque passei o final de semana na "prega" por conta de uma gripe que peguei. Nada de mais, mas já é um sinal claro que essa alma baiana que vos escreve vai sofrer no frio alemão que está apenas começando. Segundo porque precisei priorizar a montagem do meu currículo, uma vez que preciso seguir as exigências daqui (nunca imaginei que conseguiria colocar tudo em 1 página!!!) e por fim porque começou a tão temida matéria chamada Financial Accounting e eu deveria ler 4 capítulos do livro antes da aula.
Pra quem está viajando sem saber do que se trata, isso nada mais é do que a contabilidade porém vista pela IFRS (International Financial Report Standard) que em breve será regra de apresentação dos relatórios anuais financeiros das empresas no mundo inteiro, criando uma uniformidade no formato e considerações dos relatórios financeiros em todos os países que estiver em vigor.
O assunto ganha ainda mais importância a partir do caso Enron (ver mais em: http://en.wikipedia.org/wiki/Enron_scandal). Pra quem não lembra ou não sabe o que aconteceu, vou tentar ser breve: um bando de executivos, juntamente com a empresa de auditoria contratada para auditar os resultados financeiros, esconderam do público os maus resultados financeiros da empresa e quando a bomba estava prestes a explodir, eles decidiram vender as ações que possuiam antes de anunciar publicamente o rombo que se meteram. No final das contas, depois de muitso julgamentos, o resultado foi: o ex-CEO foi preso, condenado a 24 anos de cadeia, mais a obrigação de devolver 26 milhões de dólares ao fundo de pensão dos funcionários (os outros executivos envolvidos na tramóia tiveram penas mais brandas, mas todos estão pagando de alguma forma).
Com isso, o assunto apesar de chato e complexo merece atenção mais que redobrada pois o resultado final pode ser passar os dias vendo o sol nascer quadrado, huahauhauhau!
Pra quem está viajando sem saber do que se trata, isso nada mais é do que a contabilidade porém vista pela IFRS (International Financial Report Standard) que em breve será regra de apresentação dos relatórios anuais financeiros das empresas no mundo inteiro, criando uma uniformidade no formato e considerações dos relatórios financeiros em todos os países que estiver em vigor.
O assunto ganha ainda mais importância a partir do caso Enron (ver mais em: http://en.wikipedia.org/wiki/Enron_scandal). Pra quem não lembra ou não sabe o que aconteceu, vou tentar ser breve: um bando de executivos, juntamente com a empresa de auditoria contratada para auditar os resultados financeiros, esconderam do público os maus resultados financeiros da empresa e quando a bomba estava prestes a explodir, eles decidiram vender as ações que possuiam antes de anunciar publicamente o rombo que se meteram. No final das contas, depois de muitso julgamentos, o resultado foi: o ex-CEO foi preso, condenado a 24 anos de cadeia, mais a obrigação de devolver 26 milhões de dólares ao fundo de pensão dos funcionários (os outros executivos envolvidos na tramóia tiveram penas mais brandas, mas todos estão pagando de alguma forma).
Com isso, o assunto apesar de chato e complexo merece atenção mais que redobrada pois o resultado final pode ser passar os dias vendo o sol nascer quadrado, huahauhauhau!
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domingo, 28 de setembro de 2008
Análise de Tomada de Decisão - Parte Final
Acabou na última sexta-feira a primeira matéria "de verdade" do MBA. Na minha opinião, o curso foi sensacional! Pude em 1 semana melhorar sensivelmente minha capacidade de analisar um problema quando é colocado uma série de incertezas e riscos para a solução do mesmo. Com certeza, essa matéria ajudará bastante as outras que virão.
Ah, ainda falta terminar a avaliação individual para essa matéria. Como mencionei anteriormente, deverei criar e resolver um problema real ou imaginário. Resolvi partir pra cima de um problema real. O problema que escolhi é um que meu pai se deparou a 1 ano atrás sobre a decisão de realizar uma determinada parada de manutenção na fábrica que trabalhava. O problema deverá levar em consideração os diversos tipos de paradas que poderiam ser realizadas num período de 5 anos, bem como custos de cada uma e as incertezas inerentes aos diferentes cenários como a disponibilidade de mão-de-obra, importação de matéria-prima, atendimento aos clientes e muito mais. Nas próximas 4 semanas, esse trabalho será minha principal preocupação até terminá-lo.
Pra quem tem interesse em conhecer mais sobre esse assunto abordado nessa matéria, o livro usado foi o "Decision Analysis for Management Judgment - 3rd ed - Goodwin, P.; Wright, G. - Editora Wiley". O livro é um pouco caro, mas tá disponível no Gigapedia...
Ah, ainda falta terminar a avaliação individual para essa matéria. Como mencionei anteriormente, deverei criar e resolver um problema real ou imaginário. Resolvi partir pra cima de um problema real. O problema que escolhi é um que meu pai se deparou a 1 ano atrás sobre a decisão de realizar uma determinada parada de manutenção na fábrica que trabalhava. O problema deverá levar em consideração os diversos tipos de paradas que poderiam ser realizadas num período de 5 anos, bem como custos de cada uma e as incertezas inerentes aos diferentes cenários como a disponibilidade de mão-de-obra, importação de matéria-prima, atendimento aos clientes e muito mais. Nas próximas 4 semanas, esse trabalho será minha principal preocupação até terminá-lo.
Pra quem tem interesse em conhecer mais sobre esse assunto abordado nessa matéria, o livro usado foi o "Decision Analysis for Management Judgment - 3rd ed - Goodwin, P.; Wright, G. - Editora Wiley". O livro é um pouco caro, mas tá disponível no Gigapedia...
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quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Análise de Tomada de Decisão – Parte 4
Uma parte importante da análise de tomada de decisão é o planejamento de cenários. A importância se dá pela necessidade de que seu modelo de decisão possa ser ajustado para as diversas situações que possam vir pela frente.
Essa parte também é uma das mais traiçoeiras, pois pessoas experientes tendem a acertar com freqüência cenários que introduzam pequenas variações na forma de tocar o negócio, mas também tendem a errar feio quando não é levado em consideração cenários de ruptura extrema ao modelo de negócio na qual a análise está sendo feita. Um artigo que li dizia: “quanto mais experiente uma pessoa for: 1) melhor ela será em defender seus pontos de vista; 2) mais freqüentemente ela será traída pelos pensamentos da sua própria experiência”.
Existem diversos exemplos de palpites, no mínimo, bizarros, hehehehe. Aí vão algumas das que achei mais “legais”:
- “Máquinas voadoras mais pesadas que o ar são impossíveis!” (Lord Kelvin, Matemático e Físico, 1895)
- “Tudo que pode ser inventado já foi inventado.” (Charles H. Duell, Comissário do Escritório de Patentes dos EUA, 1899)
- “Muito interessante, Whittle, meu garoto, mas isso nunca irá funcionar.” (Prof. De Engenharia Aeronáutica, Cambridge para Sir Frank Whittle, inventor da turbina de avião, 1930)
E a melhor: “Eu acho que o mercado mundial é de aproximadamente 5 computadores” (Thomas Watson, Chairman, IBM, 1943)
Essa parte também é uma das mais traiçoeiras, pois pessoas experientes tendem a acertar com freqüência cenários que introduzam pequenas variações na forma de tocar o negócio, mas também tendem a errar feio quando não é levado em consideração cenários de ruptura extrema ao modelo de negócio na qual a análise está sendo feita. Um artigo que li dizia: “quanto mais experiente uma pessoa for: 1) melhor ela será em defender seus pontos de vista; 2) mais freqüentemente ela será traída pelos pensamentos da sua própria experiência”.
Existem diversos exemplos de palpites, no mínimo, bizarros, hehehehe. Aí vão algumas das que achei mais “legais”:
- “Máquinas voadoras mais pesadas que o ar são impossíveis!” (Lord Kelvin, Matemático e Físico, 1895)
- “Tudo que pode ser inventado já foi inventado.” (Charles H. Duell, Comissário do Escritório de Patentes dos EUA, 1899)
- “Muito interessante, Whittle, meu garoto, mas isso nunca irá funcionar.” (Prof. De Engenharia Aeronáutica, Cambridge para Sir Frank Whittle, inventor da turbina de avião, 1930)
E a melhor: “Eu acho que o mercado mundial é de aproximadamente 5 computadores” (Thomas Watson, Chairman, IBM, 1943)
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quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Análise de Tomada de Decisão – Parte 3
Recebemos hoje do professor o escopo do trabalho que devemos entregar como nossa avaliação. O problema é bem amplo e se possível gostaria que alguém desse uma idéia. Bem, o trabalho é o seguinte: meu diretor não gostou muito da análise de decisão que eu fiz e pediu que eu voltasse com mais informações, análises mais aprofundadas para daí a decisão ser tomada. O trabalho pede que nós tenhamos uma análise bem crítica e sensitiva quanto à complexidade do projeto.
O único problema (eu acho que você já deve estar se perguntando) é o seguinte: o projeto a ser resolvido não foi dado! É nosso problema também a proposta de um caso que seja complexo o suficiente para uma análise legal. Não precisa ser nenhum bicho de 7 cabeças, mas é importante que o problema possa criar várias decisões distintas uma das outras. Eu já tenho algumas coisas na cabeça que vou discutir melhor amanhã com o professor sobre o escopo das minhas idéias. Mas manda suas idéias pra mim também! Acho que tem muita coisa solta por aí que não tenho a mínima idéia de como começar, mas que seria um excelente desafio!
O único problema (eu acho que você já deve estar se perguntando) é o seguinte: o projeto a ser resolvido não foi dado! É nosso problema também a proposta de um caso que seja complexo o suficiente para uma análise legal. Não precisa ser nenhum bicho de 7 cabeças, mas é importante que o problema possa criar várias decisões distintas uma das outras. Eu já tenho algumas coisas na cabeça que vou discutir melhor amanhã com o professor sobre o escopo das minhas idéias. Mas manda suas idéias pra mim também! Acho que tem muita coisa solta por aí que não tenho a mínima idéia de como começar, mas que seria um excelente desafio!
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Análise de Tomada de Decisão – Parte 2
Chegamos à metade da semana, assim como chegamos à metade do curso de análise de decisões. Ao longo da semana, estudamos diversos casos interessantes. O caso mais desafiador foi um que pedia a análise da decisão pelo desenvolvimento ou não de um novo produto. Como variáveis para a análise tínhamos incertezas nas perspectivas de vendas, incertezas quanto ao local de fabricação do novo produto, além de também não termos idéia se os testes de desenvolvimento iam dar certo e se precisaríamos postergar em 1 ano o início da produção.
A técnica mencionada anteriormente (SMART) não funciona para a análise que precisamos fazer nesse caso precisamos usar o conceito de Árvore de Decisão. Não vou entrar na questão de como usar essa ferramenta, pois ela em si, é bastante simples. A questão está nos números que você está utilizando pra representar o seu modelo de decisão, assim como a análise posterior que deverá ser feita pra melhor entender o processo decisório.
As incertezas sobre a ocorrência ou não de determinados eventos é representada pela probabilidade dela ocorrer na(s) situação(ões) que você esteja analisando. A grande questão nesse caso é determinar um número que represente da melhor forma possível a probabilidade de determinado evento ocorrer. O que na maioria das vezes se percebe, assim como podemos exercitar hoje das mais diversas formas, é que nós tendemos julgar mal, mas muito mal mesmo, a probabilidade de algo estar certo ou não. Geralmente somos confiantes demais sobre aquilo que supomos ter conhecimento e experiência. Isso leva a usar números ou muito otimistas ou muito pessimistas o que no final leva a uma decisão não tão boa.
Por outro lado, o curso não quer formar pessoas que sejam verdadeiras Mãe Dinah’s na arte de prever a ocorrência de um evento, mas sim que sejamos bons em analisar um problema, entender quanto nossa decisão é sensível às diferentes variáveis do problema, tornando nossa intuição sobre o problema mais embasada em fatos. No final das contas, a intuição é quem manda, mas ela estará muito mais refinada e robusta.
A técnica mencionada anteriormente (SMART) não funciona para a análise que precisamos fazer nesse caso precisamos usar o conceito de Árvore de Decisão. Não vou entrar na questão de como usar essa ferramenta, pois ela em si, é bastante simples. A questão está nos números que você está utilizando pra representar o seu modelo de decisão, assim como a análise posterior que deverá ser feita pra melhor entender o processo decisório.
As incertezas sobre a ocorrência ou não de determinados eventos é representada pela probabilidade dela ocorrer na(s) situação(ões) que você esteja analisando. A grande questão nesse caso é determinar um número que represente da melhor forma possível a probabilidade de determinado evento ocorrer. O que na maioria das vezes se percebe, assim como podemos exercitar hoje das mais diversas formas, é que nós tendemos julgar mal, mas muito mal mesmo, a probabilidade de algo estar certo ou não. Geralmente somos confiantes demais sobre aquilo que supomos ter conhecimento e experiência. Isso leva a usar números ou muito otimistas ou muito pessimistas o que no final leva a uma decisão não tão boa.
Por outro lado, o curso não quer formar pessoas que sejam verdadeiras Mãe Dinah’s na arte de prever a ocorrência de um evento, mas sim que sejamos bons em analisar um problema, entender quanto nossa decisão é sensível às diferentes variáveis do problema, tornando nossa intuição sobre o problema mais embasada em fatos. No final das contas, a intuição é quem manda, mas ela estará muito mais refinada e robusta.
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segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Análise de Tomada de Decisão – Parte 1
Hoje começou a primeira matéria de fato. Como o título desse post já entrega, trata-se de um curso pra desenvolvermos a capacidade de análise para tomadas de decisão. Isso não quer dizer que tornaremos a partir de agora qualquer tomada de decisão em algo fácil, muito menos que ela será sempre precisa e acertada. O segredo aqui será aprender o que faz o processo de tomada de decisão algo tão importante e principalmente como entender os atributos, incertezas e riscos que fazem cada evento desse tipo em algo único.
Depois de alguns conceitos básicos, já fomos jogados na fogueira. Foram formados vários grupos com o objetivo de definirmos o melhor laptop entre cerca de 100 modelos e marcas diferentes para um dos integrantes do grupo. A técnica utilizada é conhecida como SMART (Simple, Multi, Attribute, Rating, Technique), sendo o processo dividido em 8 etapas: 1) identificar quem decide e qual a intuição dele sobre o assunto (no nosso caso, uma canadense foi designada pelo professor como a quem mandava na parada); 2) identificar alternativas para a decisão intuída; 3) identificar quais atributos são relevantes para a solução do problema; 4) designar valores que meçam a performance de cada alternativa em cada atributo; 5) determinar um peso para cada atributo; 6) tomar um média ponderada dos valores de cada alternativa; 7) tomar uma decisão provisória; 8) realizar um análise sensitiva e entender como cada atributo afeta o resultado final.
Parece fácil, mas não é. Na prática, levamos das 4hs da tarde até as 8hs da noite pra realizar o processo completo. Além do trabalho de análise que é não é pequeno, esse modelo de análise não leva em consideração incertezas, riscos e outros detalhes que uma análise mais complexa terá que levar em consideração. Por outro lado, a técnica pode ser facilmente aplicada para escolhas mais previsíveis, mas não tão simples como comprar um carro ou uma casa nova, por exemplo.
Depois de alguns conceitos básicos, já fomos jogados na fogueira. Foram formados vários grupos com o objetivo de definirmos o melhor laptop entre cerca de 100 modelos e marcas diferentes para um dos integrantes do grupo. A técnica utilizada é conhecida como SMART (Simple, Multi, Attribute, Rating, Technique), sendo o processo dividido em 8 etapas: 1) identificar quem decide e qual a intuição dele sobre o assunto (no nosso caso, uma canadense foi designada pelo professor como a quem mandava na parada); 2) identificar alternativas para a decisão intuída; 3) identificar quais atributos são relevantes para a solução do problema; 4) designar valores que meçam a performance de cada alternativa em cada atributo; 5) determinar um peso para cada atributo; 6) tomar um média ponderada dos valores de cada alternativa; 7) tomar uma decisão provisória; 8) realizar um análise sensitiva e entender como cada atributo afeta o resultado final.
Parece fácil, mas não é. Na prática, levamos das 4hs da tarde até as 8hs da noite pra realizar o processo completo. Além do trabalho de análise que é não é pequeno, esse modelo de análise não leva em consideração incertezas, riscos e outros detalhes que uma análise mais complexa terá que levar em consideração. Por outro lado, a técnica pode ser facilmente aplicada para escolhas mais previsíveis, mas não tão simples como comprar um carro ou uma casa nova, por exemplo.
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Estudo de Caso – Parte Final
Então, qual a melhor forma de se resolver o problema dos vestidos de casamento vestidos na Inglaterra? Bem, mais importante do que o número em si, se está certo ou não, o que importa é o raciocínio por trás da resposta.
O instrutor veio com essa pergunta e logo houveram pessoas levantando a mão e dando seu palpite. Uns disseram que pegariam a população da Inglaterra, dividiria por 2, gerando o número de mulheres, daí jogava o número de casamentos previstos, e, depois de uma série de julgamentos, chegava-se ao número de vestido de casamento vendidos.
Tiveram algumas variações em torno dessa mesma linha de raciocínio, mas ninguém fez a pergunta básica: quem disse que a pergunta se limitava a apenas aos vestidos de noiva? Vestido de madrinha e de dama de honra não são também vestidos de casamento? E quem falou que foram vestidos vendidos em lojas apenas? Não poderiam se considerar também os vestidos vendidos no atacado? E os vestidos usados?
O que esse exercício queria despertar na turma é justamente a capacidade de analisar o problema sob todos os pontos de vistas que o problema lhe permite ser analisado, evitando o que normalmente acontece: presumimos certas coisas quando deparados com determinado problema, sem saber que aquilo limitará absurdamente nossa capacidade de análise.
Ah, e o número de vestidos de casamento vendidos na Inglaterra em 1 ano? Sei não...
O instrutor veio com essa pergunta e logo houveram pessoas levantando a mão e dando seu palpite. Uns disseram que pegariam a população da Inglaterra, dividiria por 2, gerando o número de mulheres, daí jogava o número de casamentos previstos, e, depois de uma série de julgamentos, chegava-se ao número de vestido de casamento vendidos.
Tiveram algumas variações em torno dessa mesma linha de raciocínio, mas ninguém fez a pergunta básica: quem disse que a pergunta se limitava a apenas aos vestidos de noiva? Vestido de madrinha e de dama de honra não são também vestidos de casamento? E quem falou que foram vestidos vendidos em lojas apenas? Não poderiam se considerar também os vestidos vendidos no atacado? E os vestidos usados?
O que esse exercício queria despertar na turma é justamente a capacidade de analisar o problema sob todos os pontos de vistas que o problema lhe permite ser analisado, evitando o que normalmente acontece: presumimos certas coisas quando deparados com determinado problema, sem saber que aquilo limitará absurdamente nossa capacidade de análise.
Ah, e o número de vestidos de casamento vendidos na Inglaterra em 1 ano? Sei não...
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sábado, 20 de setembro de 2008
Estudo de Caso – Parte 1
Hoje foi a vez de termos um workshop de estudo de casos. Atualmente, os principais MBAs do mundo têm baseado seus métodos de ensino em estudos de caso. Por outro lado, existe também muita crítica sobre esse tipo de metodologia de ensino. Eu ainda não tenho uma opinião sobre isso, mas como o curso também tem esse formato, daqui a alguns meses eu poderei dar minha opinião aqui.
O que tive por enquanto foi apenas um workshop, mas que me impressionou bastante, pois conseguimos aplicar algumas técnicas para resolução desse tipo de problema em 2 casos distintos.
Pra ficar legal, gostaria de propor o seguinte problema pra ser resolvido agora: quantos vestidos de casamento são vendidos na Inglaterra por ano? Qual seria sua linha pensamento pra resolver esse problema na hora, sem acesso a nada?
O que tive por enquanto foi apenas um workshop, mas que me impressionou bastante, pois conseguimos aplicar algumas técnicas para resolução desse tipo de problema em 2 casos distintos.
Pra ficar legal, gostaria de propor o seguinte problema pra ser resolvido agora: quantos vestidos de casamento são vendidos na Inglaterra por ano? Qual seria sua linha pensamento pra resolver esse problema na hora, sem acesso a nada?
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Simulation
A atividade de ontem foi uma simulação no computador de uma escala do Monte Everest. Era uma atividade em grupo, onde havia um líder da expedição, um médico (eu), um ambientalista, um maratonista e um fotógrafo. Cada personagem possuía suas metas individuais, cada uma com uma pontuação diferente, além de alguns pontos de bônus que iam sendo revelados ao longo da atividade.
O que percebemos era que cada um possuía metas que conflitavam um com os outros. Além disso, cada um, por ter especialidades distintas, recebia informações complementares para o sucesso da escalada. Com isso, um grupo sem muita interação, fatalmente seria resgatado ao longo da escalada por ter errado sua estratégia por falta de informação. Como a simulação permitia que cada um tomasse uma decisão isolada do restante do grupo, havia a possibilidade de uma pessoa tomasse uma decisão puramente baseada nos seus objetivos individuais.
No final, a atividade se mostrou muito legal! Pudemos aplicar com bastante intensidade a comunicação entre os integrantes da equipe, o uso correto das diversas habilidades presentes no grupo, assim como a de tomada de decisão com informações nem sempre precisas e com tempo limitado. Ah, já ia esquecendo: acabei sendo resgatado na última etapa junto com o ambientalista. Com isso minha equipe atingiu um total de 61% dos pontos possíveis (máx. pontuação obtida por outra equipe: 85%, mín.: 37%).
O que percebemos era que cada um possuía metas que conflitavam um com os outros. Além disso, cada um, por ter especialidades distintas, recebia informações complementares para o sucesso da escalada. Com isso, um grupo sem muita interação, fatalmente seria resgatado ao longo da escalada por ter errado sua estratégia por falta de informação. Como a simulação permitia que cada um tomasse uma decisão isolada do restante do grupo, havia a possibilidade de uma pessoa tomasse uma decisão puramente baseada nos seus objetivos individuais.
No final, a atividade se mostrou muito legal! Pudemos aplicar com bastante intensidade a comunicação entre os integrantes da equipe, o uso correto das diversas habilidades presentes no grupo, assim como a de tomada de decisão com informações nem sempre precisas e com tempo limitado. Ah, já ia esquecendo: acabei sendo resgatado na última etapa junto com o ambientalista. Com isso minha equipe atingiu um total de 61% dos pontos possíveis (máx. pontuação obtida por outra equipe: 85%, mín.: 37%).
Team Building – Parte Final
Saiu o resultado final da atividade de Team Building que fizemos durante 2 dias. Fui colocado numa equipe lado-a-lado com um indiano e uma alemã. Ele, engenheiro mecânico, 3 anos mais novo do que eu, ela, economista, 2 anos mais velha. Ele escolheu ficar aqui na Alemanha o curso inteiro, assim como eu. Já ela, não faço a mínima idéia de quem seja, pois ela escolheu passar 6 meses em outras escolas parceiras aqui na Europa em intercâmbio. No final, todas as equipes realmente ficaram muito heterogêneas.
A maioria das equipes têm 4 pessoas, mas 3 equipes, incluindo a minha, têm apenas 3. Será que ter menos pessoas é uma vantagem? Já passei por muitas situações onde se houvesse mais de 3 pessoas fazendo aquilo, o projeto iria pro brejo, mas também já houve diversas oportunidades onde ter o maior número de pessoas, realmente fazia a diferença.
O desafio agora é juntar os interesses de cada um para definição do projeto social e do projeto de conclusão do curso. Com tanta diversidade reunida, creio que teremos muitos projetos legais.
PS- E aí, descobriram qual a pegadinha do problema das palavras? Bem, o enunciado do problema não pedia que a palavra fosse em inglês, muito menos que fizesse sentido e menos ainda que estivesse em linha reta, nem mesmo que estivessem separadas. Portanto, se você pegasse as 100 peças e as colocasse como um grande quadrado 10x10, poderiam ser formadas as 416 palavras. Agora pensem em como chegar nas 30.000 palavras (palavra do instrutor que já conseguiram no passado).
A maioria das equipes têm 4 pessoas, mas 3 equipes, incluindo a minha, têm apenas 3. Será que ter menos pessoas é uma vantagem? Já passei por muitas situações onde se houvesse mais de 3 pessoas fazendo aquilo, o projeto iria pro brejo, mas também já houve diversas oportunidades onde ter o maior número de pessoas, realmente fazia a diferença.
O desafio agora é juntar os interesses de cada um para definição do projeto social e do projeto de conclusão do curso. Com tanta diversidade reunida, creio que teremos muitos projetos legais.
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